Brincando no Quintal

2009 Outubro 31

E como disse um amigo meu, Pra quê dançar no Salão quando se pode brincar no Quintal?

cardápio - Quintal de Outubro

A exposição paralela fica em cartaz até dia 07 de novembro. Fortalezense, confiram!

Pirações monográficas

2009 Outubro 31

[...] Ainda não houve uma ruptura que parte para algo completamente novo, deixando o modernismo pra trás. Encontramo-nos em um intervalo no tempo que não se desligou completamente do passado, seja ele ‘pós-modernismo’, ‘modernidade líquida’ ou ‘hipermodernidade’.

O conceito de “interregno” proposto por Bauman (2009a) sintetiza perfeitamente o que enfrentamos na contemporaneidade. O termo originalmente significa o “hiato de tempo que separa o falecimento de um monarca soberano até a entronização do seu sucessor” (BAUMAN, 2009a, p.01). Neste momento, a suspensão temporária das leis e das normas existentes era proclamada e as gerações aguardavam por uma ruptura na forma de continuidade do governo, da lei e da ordem social.

Gramsci amplia, no entanto, o conceito de “interregno” com um novo significado, abrangendo o mais amplo espectro de aspectos sócio-político-jurídicos da ordem e, simultaneamente, atingindo mais profundamente a condição sócio-cultural. Ou melhor, [...] Gramsci liberta a idéia de “interregno” de sua habitual associação com intervalo de (uma rotina) de transmissão hereditária ou poder elegível, e anexa a situações extraordinárias em que o quadro jurídico existente de uma ordem social perde a sua aderência e já não pode se impor, enquanto que um novo quadro, feito à medida das forças recém-emergidas que gera as condições responsáveis por tornar o antigo quadro inútil, ainda está na fase concepção, ainda não foi completamente montado ou não é suficientemente forte para ser colocado em seu lugar. (BAUMAN, 2009a, p.01)

Assim, o autor propõe reconheçamos “a atual condição planetária como um caso de interregno”, em que a velha ordem está morrendo e o novo ainda não existe ou não tem forças o suficiente para assumir seu lugar.

Esta condição torna-se mais sintomática na arte contemporânea. Apesar de ser considerada por vários autores uma evolução artística da arte moderna, uma nova etapa da arte com suas peculiaridades, ela ainda carrega muitas características enraizadas no passado. Para Anne Cauquelin (2005) o ‘estado contemporâneo’ deve ser encarado como um sistema que não pertence mais a ordem que prevaleceu até recentemente, e por isto, nem suas obras e nem suas produções devem mais ser julgados de acordo com a antiga estrutura da tal ordem. Como não sabemos dizer ao certo que critérios permeiam a arte contemporânea, instala-se um mal-estar toda vez que tentamos avaliá-la, devido ao seu pouco tempo de existência.

Sem dúvida, é essa arte moderna que nos impede de ver a arte contemporânea tal como é. Próxima demais, ela desempenha o papel do ‘novo’, e nós temos a propensão de querer nela incluir à força as manifestações atuais. (CAUQUELIN, 2005, p. 19)

Para Cauquelin, assim como para Natalie Heinich, é importante que não adotemos mais classificações que remetam sucessões temporais. Para elas, esta concepção do termo ‘contemporâneo’ no sentido estrito do termo – o agora, o simultâneo – tem sido o principal causador de confusões e polêmicas na hora de reconhecer ou classificar alguma produção atual. Esta lógica de evolução, classificada pelos ‘neo’, ‘pré’, ‘pós’ ou ‘trans’, não suporta mais as discussões que tratam de apreender a pluralidade de ‘agoras’.

Precisamos, portanto, atravessar essa cortina de fumaça e tentar perceber a realidade da arte atual que está encoberta. Não somente montar o panorama de um estado de coisas – qual é a questão da arte no momento atual – mas também explicar o que funciona como obstáculo a seu reconhecimento. Em outras palavras, ver de que forma a arte do passado nos impede de captar a arte de nosso tempo. (CAUQUELIN, 2005, p. 18)

Deste modo, assumiremos a proposta de Natalie Heinich (2008) em estabelecer a arte contemporânea como um gênero da arte atual, da mesma forma que admitimos sem dificuldades que a ‘música contemporânea’ é só um dos diversos gêneros musicais que existem atualmente na música. O gênero da arte contemporânea, em suma, constitui apenas uma parte da produção artística do presente.

Sua fotocabine particular

2009 Outubro 6

photocabine_site

Minha vida ficou muito mais divertida! A grande descoberta foi o site La Photo Cabine, essa fofura de site francês que reproduz fotos de cabines, agora em qualquer lugar. Só basta um computador conectado a internet e uma webcam.

photocabine

O site possibilita que você escolha a disposição das fotos (se enfileiradas verticalmente ou dispostas em forma de quadrado) ou se o resultado seja preto e branco ou colorido. Você pode também salvar suas fotos ou imprimi-las. A diversão já está virando febre na web, com direito a galerias de fotos em grupos no Flickr e no Facebook.

É fácil de usar, super divertido e aviso logo que é impossível tirar uma só!

Uma triste partida…

2009 Setembro 27
por caixaclara

Pouco mais das 01h do dia 27 deste mês.
Sou surpreendida por uma decisão: “Estou saindo do Caixa Clara.” Pelo msn, Yuri Leonardo, idealizador do blog e ‘pai’ da cria, me informa que está saindo do coletivo. Uma decisão que, se dependesse de mim, não seria tomada assim, de forma tão prematura.
Uma pena que o coletivo morra na praia. Mas continuarei tocando o barco, em meio a crises monográficas, nós na minha cabeça e acasos de um fim de setembro.

Foi engrandecedor tê-lo como companheiro de coletivo! E obrigada por confiar o blog a mim.

Quero que fique registrado que este blog terá sempre um pedaço de você e nem precisa falar que toda hora é hora pra suas idéias, fantasias e questionamentos aqui, viu?

O contato do moço, que saiu do “O Caixa” por ele, mas vem pra cá por mim:

Yuri Leonardo, Fortaleza, Brasil.

Twitter: @yurileonardo

http://yurileonardo.wordpress.com/

http://www.flickr.com/photos/yurileonardo/

yuri.leonardo@gmail.com

Boa sorte!

Do Flickr #07

2009 Setembro 24
por caixaclara